Vai se fazer justiça?

A desembargadora Regina Helena Afonso de Oliveira Portes, presidente do TRE, que decidirá a sorte do ficha suja Ricardo Barros na próxima terça-feira (vai ou não disputar a tão sonhada vaga para o Senado?), é a mesma que recentemente acatou recurso do Ministério Público e cassou os direitos políticos do irmão mais velho, Silvio Barros II, por conta da contratação irregular de cargos comissionados na administração cidadã, mantendo sua condenação por improbidade administrativa. Em 2007, ela negou recurso à prefeitura, que havia perdido ação civil pública proposta pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público por causa do recebimento de honorários sucumbenciais pelos advogados do município, considerando com a afirmação de que os cofres do município de Maringá vinham sendo lesados.

Ela é a mesma desembargadora que manteve a sentença condenatória do vereador João Alves Correa (PMDB) por descumprir ordem judicial e não instalar a CPI dos Laptops, condenando, entre outras coisas, ao pagamento de uma multa que hoje beira os R$ 350 mil. A desembargadora foi revisora do caso que anulou a decisão dos vereadores de Paiçandu, que cassaram irregularmente o ex-prefeito Moacyr José de Oliveira. Na área eleitoral, ela foi voto vencido no julgamento que liberou Mário Hossokawa (PMDB) e dr. Batista (PMN) de se tornarem inelegíveis por conta da doação de verba de fonte vedada (Unimed), nas últimas eleições; por ela, a lei seria aplicada contra os dois, mas a decisão foi revertida em plenário. Ou seja, pelo conjunto de decisões anteriores e pelo seu comportamento no tribunal, pode-se confiar que são consideráveis as chances de se fazer justiça e tornar a prática da política algo menos podre e interesseira.