O “risco” dos gramáticos amadores

A matéria de capa da revista Veja desta semana – sobre falar e escrever bem – foi baseada nas tentativas de homicídio à língua portuguesa cometida pelos candidatos a presidente no debate da Band, na semana passada. Entre os “odoriquismos” (de Odorico Paraguaçu) existentes hoje no português, relacionados pela publicação, está o fim a expressão “risco de morte”. E explica: “A proscrição de “risco de vida” – que aparece em obra de Machado de Assis e Aluísio Azevedo – é um modismo instaurado por gramáticos amadores, que ignoram um fato simples: as línguas não são estritamente lógicas. A expressão “pois não”, por exemplo, tem sentido afirmativo. No caso de “risco de vida”, tem-se uma figura de linguagem chamada elipse: a supressão de um termo, que fica subentendido. Todo mundo entende perfeitamente que se trata de risco de perder a vida”.