Eis que o caso Tenda dos Milagres – um dos maiores escândalos administrativos de Maringá, somente comparável ao verificado na gestão Gianoto – teve um movimento no Supremo Tribunal Federal, 26 meses depois que a Procuradoria Geral da República deu parecer pelo desprovimento do recurso do deputado federal Ricardo Barros (PP), em maio de 2008. De lá pra cá, houve apenas a substituição do relator, em virtude da morte do ministro Menezes Direito, substituído por Dias Toffoli, em outubro do ano passado. O movimento verificado no processo, que causaria a perda do mandato de Barros se ele fosse eventualmente eleito senador, verificou-se no final do mês passado: no dia 29 de julho o advogado de Barros, Horácio Monteschio, solicitou cópia da documentação; no dia seguinte, seu cliente prestou informações e requereu a juntada de documentos. Em época de angústia por conta da possibilidade de deixar de ser candidato por causa da Ficha Limpa, o político maringaense de ficha suja resolveu mexer no baú de ações.
Para entender o escândalo ocorrido na época em que Barros era prefeito, leia o acórdão da condenação no TJ-PR e da condenação no STJ.