Fraude contra Previdência envolveria políticos, de novo

Políticos estariam envolvidos no esquema que desaguou na Operação Audácia, realizada por uma força-tarefa formada pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal na última segunda-feira, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sindicatos de trabalhadores rurais de Maringá, Paiçandu e Floresta. Um dos envolvidos seria um vereador, já envolvido em outros crimes. Novos documentos teriam sido resgatados de dentro da agência da Previdência Social de Maringá nesta terça-feira. O esquema teria sido descoberto em Paiçandu, onde livros e arquivos foram apreendidos para aprofundamento da investigação. Provas também foram colhidas em escritórios de contabilidade possivelmente envolvidos na fraude.

Há quatro anos – exatamente no dia 1º de setembro -, foi deflagrada a Operação Campo Fértil, que mobilizou 220 policiais federais e 32 servidores da Previdência Social, e que prendeu 21 pessoas acusadas do mesmo tipo de fraude. Os presos eram de  14 cidades, como Maringá, Jandaia do Sul, Campo Mourão, Goioerê, Marialva e Nova Olímpia – cujo então prefeito era Luiz Sorvos, hoje secretário do prefeito Silvio Barros II. As investigações da PF apontaram o então deputado José Borba (na época, no PMDB) como um dos beneficiados, além do maringaense Ricardo Barros (PP) como beneficiário de R$ 400 mil para permitir a ocorrência da fraude. Nenhum dos dois foi indiciado pela Justiça Federal. Um dos presos foi o ex-prefeito de Marialva Onésimo Bassan, que reelegeu-se vereador dois anos depois da operação policial.

[Quer saber mais sobre a Operação Campo Fértil, que só pegou bagrinhos? Visite meu antigo blog e digite “Campo Fértil” no campo de pesquisa]