O carro novo do reitor da UEM

Como aluno da UEM, o que mais me indigna é a forma que a atual reitoria vê os alunos. As fotos do novo Toyota Corolla adquirido pela UEM para servir o reitor (ou seja, tombado pela UEM, um patrimônio público) falam por si só. Enquanto nós, alunos, somos obrigados a viajar em ônibus que não oferecem conforto nem para passageiros muito menos para motoristas.
Recentemente, a UEM adquiriu um ônibus com motores Volkswagen do tipo toco com 44 lugares e mandaram os alunos da Zootecnia para Mossoró-RN. Como não fui a Mossoró, vou falar de minha experiência indo à Brasília-DF com os ônibus da Scania, com idade média de 20 anos. Fomos representar a universidade num evento do ensino de Química em Brasília. A reitoria nos concedeu um veículo velho, sem conforto para passageiros e motoristas, e como se nao bastasse, o veículo teve problemas 4 vezes na estrada.
Chegando lá, fomos deixados em seus aposentos (um tanto de gente em hotel, outro tanto em alojamento) e os motoristas, servidores públicos, não fizeram o translado nosso dos locais de estadia ao evento. Resultado: alguns tiveram que pegar táxi, outros ônibus, e outros (como eu) tiveram que andar a pé num sol escaldante. Quem conhece Brasília sabe, lá tudo é longe. Fomos deixados à deriva, sem assistência, como cachorrinhos sem dono. O que se esperar de uma universidade que não dá assistência para os estudantes representarem a entidade em que cursam em congressos, levando o nome de nossa universidade para o Brasil afora? E quando o assunto é questionado ao vice-reitor, Mario Luiz Neves de Azevedo, ele chama a pessoa de mal educada. O que mais fico pensando: com a UEM manchada nos tribunais do estado por conta de escândalos recentes, o que acontecerá se a Chapa 2 que prega a continuidade da atual administração for eleita? E com os alunos? Será que ficaremos nesta mesma situação de descaso?
Douglas Benício de Oliveira