Do boletim Migalhas:
A política este ano está de doer o estômago. A candidata governista, que o presidente confessa ter conhecido há pouco mais de um lustro, deve levar no primeiro turno. Isso se dá, sobretudo, pelo mérito do indicador, pela ótima propaganda comercial, recheada de efeitos especiais, e por um jogo de câmera de fazer inveja a Hollywood. Na falta de discussões mais aprofundadas, o que vale, então, é o cenário. A oposição, perdida pelas circunstâncias, vazia e com discurso amorfo, dificilmente conseguirá mostrar reação. Na terceira via, um discurso frívolo, com flores, mas sem raiz. Nesse ambiente, sem ideias debatidas, sem uma oposição – seja qual for o lado – consistente, perigamos criar no futuro cidadãos apolíticos. Isso não é um bom sinal. Somos, pois, como outro dia disse Aristóteles, “animais políticos”. E se ficarmos sem o adjetivo…