De padre Orivaldo Robles:
Tive na infância, há mais de 50 anos, dois colegas, irmãos, tão desiguais como a água e o vinho. O mais novo era uma criatura maravilhosa. Todos dele se aproximavam com gosto. O mais velho era intragável, de convivência difícil. Podia-se procurar com lâmpada que não se achava, entre os companheiros de estudo, um que dele gostasse.
Por algum tempo, perseguiu-me a idéia de descobrir o motivo que o tornava tão antipático. Criança que era, não sabia avaliar bem os acontecimentos e as pessoas. Demorou um pouco. Afinal, descobri: era egoísta, um monumento de orgulho. Na íntegra.