De Rogério de Oliveira Mendes:
Antes mesmo de ter sido encerrado as apurações dos votos já era possível sabermos quais seriam os possíveis candidatos eleitos e aqueles que teriam que se contentar com o título de ex-candidato.
Aos candidatos “vitoriosos” um mundo de magias, assédios; pedidos; responsabilidades e a inevitável sensação de poder e recompensa. Aos candidatos não eleitos, os chamados pelo senso comum de ‘derrotados’, resta àquela velha sensação de acordar com um gosto meio amargo na boca. O amargo sabor de quem veio de uma festa regada a álcool e fantasias que acorda no dia seguinte duro e com uma bruta ressaca.
É bom termos claro que, a ideia de ganhar ou perder votos, não é um pensamento que pertence indistintamente ao cidadão comum, o homem popular. A idéia de uma competitividade em que, necessariamente deva haver perdedores ou ganhadores é antes de mais nada, uma idéia construída/produzida com o advento do capitalismo. Numa economia baseada principalmente nos valores de mercado: compra e venda; em que qualquer competição tem que haver ganhadores e perdedores, uns ganham e outros perdem. É assim a lógica elementar do sistema capitalista principalmente em nossos dias. Não se fala em esporte de cooperação, por exemplo, aonde um só vence se outro também vencer.
Mas vamos lá. A disputa eleitoral se configura de forma semelhante. Facilmente se percebe nas conversas do cidadão comum; dizeres na seguinte proporção – ‘é perdi meu voto ou ganhei nessa eleição’.
Essas conversas acabam tomando proporções significantes, ora descrevendo o ex-candidato como um perdedor eterno ora tentando buscar explicações, as razões que acabaram não elegendo fulano ou sicrano.
As eleições aconteceram somente no dia 3 de outubro, mas as campanhas, as brigas por eleitores o festival de promessas vãs estavam em cursos há tempos.
Para alguns eleitores e para muitos empregados temporários existe um clima de felicidade no ar, a possibilidade de poder novamente exercer seu direito de escolher entre esse ou aquele e sim poder conseguir ao menos pagar contas com esse trabalho gerado pelo pleito eleitoral.
O segundo turno ocorrerá dia 31 de outubro. E tudo deve mesmo girará entorno dessa disputa, em que muitos se perguntam quantos custa uma campanha para presidente em dois turnos.
Quanto?
Olha só passar um dado publicado pelo jornal Zero Hora dias atrás: a Dilma está gastando, somente com mídia 30 milhões e Zé Serra 11 milhões de reais. Entendamos que esses números são estimativas, o número geralmente aumenta.
Vejam só a fortuna que as eleições movimentam no Brasil, é uma loucura. Mas, não se acanhem e caso queira detalhes acesse o site do TSE.
Eleitor não faça de seu voto uma arma contra você mesmo e seus pares. Não vote candidatos que tu desconfiar que realmente estejam compromissados com os problemas gerais de sua cidade, de seu estado e por que não dizer de seu país.
É preciso muita paciência e inteligência na escolha do candidato, por isso muita cautela é pouco.
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(*) Cientista social formado pela Unesp, pós-graduado em Marketing pelo Cesumar