De Noel Guima:
Depois de 60 dias de guerra numa das campanhas mais baixas da história da política moderna no Brasil, estamos na véspera de eleger um governo que só Deus sabe o que vai acontecer depois de janeiro de 2011. Só nos resta torcer para que os próximos quatro anso não sejam lembrados como o terremoto do Haiti ou os tsunamis que provocaram tanto sofrimento a milhares de pessoas. Claro que não podemos comparar voto errado com catástrofes naturais, mas também espero não poder comparar o voto errado com as tragédias provocadas pela mão do homem, como o 11 de setembro, invasões a paises por motivos econômicos ou sem motivo que justifique tantas mortes e sofrimento.
Nos últimos dias tenho recebido centenas de mensagens apresentando os mais variados motivos para não votar em nenhum dos candidatos, mas ninguém consegue apresentar uma razão que justifique o voto com a certeza que esteja votando na pessoa certa. Nas rodas de debates que acontecem nos mais variados lugares, o que mais inflama as discuções entre os militantes ou “simpatizantes” são as ofensas e defeitos do candidato ou da candidata que representa o outro lado. Não sei porque, mas tenho a impressão de estar votando no passado e não no futuro.
Entre as mensagens recebidas podemos observar artistas, jornalistas, celebridades e até religiosos apresentando os mais variados motivos para não votar em alguem, mas não conseguimos decidir o voto pela paixão ou por um motivo que nos faça crer e confiar num futuro melhor.
Infelizmente estamos prestes a votar no menos ruim. Talvez seguindo a tendência da fraca produção musical e do futebol mediocre apresentado nos últimos anos, a política também esteja vivendo uma das piores fases dos quinhentos anos de história brasileira.
Na véspera deste dia 31 de outubro, só nos resta pedir a Deus que abençoe mais uma vez o povo brasileiro para eleger a pessoa “certa”, ou “menos ruim”, para no dia 2 de novembro poder olhar para esta campanha como um defunto que não vai deixar saudade.