De Ateneia Feijó:
Se o voto na mulher-Lula representou apenas eleger a criatura submissa ao criador, a louvação de sua vitória eleitoral não ultrapassou o festejo partidário. Qual? O de ter conseguido eleger uma “guerreira” de fidelidade canina para a “missão” de tocar o projeto de país lulista; até ele voltar. Em nenhuma hora ela foi apresentada ou considerada por seus correligionários como uma grande líder. Como, normalmente, conviria à pretensão de elegê-la ao cargo máximo da nação. Porém, no primeiro discurso de presidente eleita, pareceu-me que a mulher-Lula se despedia. Livre dos marqueteiros e do criador (que a deixou à vontade naquele dia), deu para enxergar outra Dilma. Estava serena. Sem se contaminar pela euforia e se deixando emocionar apenas por um instante, quando falou de Lula. Na íntegra.