Vida é a realidade decisiva

Do padre Júlio Antônio da Silva:

Apesar das tantas maquiagens inventadas em cima da morte e dos mortos,  nossa cultura popular ainda conserva grandes sinais e manifestações diante do ato final da vida humana. Para confirmar esta verdade, basta recordar o quanto de gente, no dia de finados, foi ao Cemitério Municipal. Lá, quantas velas foram queimadas. Quantos vasos de flores depositados sobre túmulos.
Quantas coroas. Quantos ex-votos depositados sobre túmulos de pessoas significativas para a cidade, como o jovem Clo ou o padre Bernardo. Finados sinaliza um movimento de proximidade com os mortos. E instiga o instinto humano a procurar os porquês das perdas que vão sendo semeadas e experimentadas no decorrer de nossa vida. Normalmente, as experiências de perdas afetam nosso ser mais profundo. Na íntegra.