Água e esgoto: a intenção é privatizar
A entrevista do secretário Leopolddo Fiewski publicada ontem em O Diário é reveladora. Disse ele que se a Sanepar não quiser aceitar as proposta de R$ 3,8 milhões para continuar tocando os serviços até a licitação, já tem várias empresas interessadas. A leitura que podemos fazer é a seguinte: Retomam-se os serviços, a pretexto de estar cumprindo a legislação (por que não fizeram o mesmo com o transporte coletivo urbano? ), faz-se um contrato emergencial com certa empresa escolhida ‘a dedo’, por seis meses, prorrogáveis por mais seis meses, até ficar pronta a licitação e leva o caso até o fim do mandato. Neste período alguns ganham muito e quem sabe preparam a coisa para ficar em definitivo.
Minha opinião: Se a sociedade não se posicionar, se a Câmara não fizer o seu papel, com se diz no popular, “estamos na água”, eles vão privatizar os serviços e o povo não vai ganhar com isso. Se querer tirar da Sanepar, o caminho deve ser a municipalização. Como diria um suplente de vereador: “aí tem esquema”.
Akino Maringá, colaborador
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