Outrora todo-poderoso da prefeitura maringaense, o arquiteto Jurandir Guatassara Boeira começa a arrumar as gavetas. Vai deixar a administração municipal, para onde foi chamado, depois de prestar serviços para o PT londrinense, pelo seu amigo Silvio II. A intransigência e o estilo autocrático, adotadas do chefe por osmose, o levaram à condição de um dos quatro super-secretários – figura abolida algum tempo depois, pois peça de ficção.
Guatassara – chamado no início da gestão, pelos colegas de secretariado, devido à rapidez de seus atos, também de Guataruga e Guatassauro – serviu à turma do poder como nenhum outro secretário de Planejamento ousou fazer, mas teria a cabeça colocada na bandeja justamente pela mesma turma, contrariado por alguns interesses pessoais do personagem. Planeja-se um prêmio de consolação, como os Barros fizeram com Diniz Afonso, Valdir Pignata e Ulisses Maia, mas parece que ele não vai aceitar. Vai deixar para a história, além da forma com que serviu à turma, os palavrões que usou para atingir uma colega da UEM, na escadaria do paço municipal, perto da sala do chefinho.