O silêncio
Do padre Orivaldo Robles:
– A natureza, que nunca erra, deu-nos dois ouvidos; boca, porém, só uma. Como a advertir que devemos ouvir o dobro do que falamos. O mundo que construímos é barulhento demais. Cheio de ruído das máquinas que provam como é civilizada a nossa vida. E o “som”, que chamam música e fere os ouvidos a qualquer hora? Mais parece o bate-estaca de um prédio em construção. O “ruído” visual também é de tirar o chapéu. Chega a doer a babilônia de cartazes, painéis e placas, que agride os olhos. Com tanto apelo para sairmos de nós mesmos, ninguém se preocupa em concentrar-se, em penetrar no seu mundo interior, em se encontrar com o próprio coração. Não sabe fazer silêncio. Pior, condena quem faz. Na íntegra.
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