O secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, o ex-deputado federal Ricardo Barros (PP), raspou o tacho de sua cota para exercício do mandato, a antiga verba de ressarcimento. Em dezembro, último mês como parlamentar, ele livrou R$ 50.981,54 dos cofres públicos. Em novembro, ele foi ressarcido em R$ 31.078,02. A maior parte – R$ 30 mil – veio de gastos com uma gráfica, a Dugrafi, que costuma participar de licitações da prefeitura, dirigida pelo irmão mais velho, e da câmara, presidida pelo novo amigo, Mário Hossokawa (PMDB). Outros R$ 13.650,00 foram supostamente gastos com pesquisas da DataVox, empresa que pertence ao seu mais conhecido assessor, também conhecida como DataBarros. A empresa pode se dar ao luxo de ser sustentada com verba pública via família Barros, já que também fornecia notas, digo, serviços, para a mulher de Ricardo, Cida, e para a prefeitura administrada por Silvio II, que torrou mais de meio milhão de reais com a DataBarros somente no primeiro mandato.
A DataVox do assessor do novo secretário mostrou-se, por sinal, muito competente na hora de extrair recursos públicos neste ano, dividindo com a SL Levantamento de Informações, de Curitiba, o ranking de recebimento de dinheiro do deputado, posteriormente reembolsado pelo erário. Em maio, foram R$ 18.000,00; em junho, mais R$ 19.300,00; e em novembro, mais R$ 27.300,00 – no total, R$ 78.250,00 somente este ano.