Presidente, Dilma soou como candidata
De Josias de Souza:
Chega um momento na história em que a nação precisa tomar uma decisão definitiva. Não se trata de uma escolha banal. Não é mais uma dessas opções feitas sem pensar, instintiva e inconscientemente. É como se a nação fosse escolher o que ela vai ser no futuro. Examina todas as alternativas e decide: quero ser isso. Dilma Rousseff viveu um desses momentos definidores na noite desta quinta (10). Ela foi à TV. Falou em rede nacional. Seu primeiro pronunciamento do gênero desde a posse. Aproveitando-se do início do ano letivo, tratou de educação.
Nenhuma questão é mais decisiva para definir o que será uma nação do que a educação. Expectativa, suspense… Dilma falou por cerca de cinco minutos. O que definiu? Nada. Repetindo: Dilma atrasou o horário da novela, discorreu sobre educação e não definiu coisa nenhuma. Presidente, ela soou como candidata. Bem espremido, sua fala resultou num par de promessas. Numa, apropriou-se de idéia lançada pelo ex-rival José Serra: a criação de um ProUni para a escola técnica. Coisa para “este trimestre”, sem data certa. Noutra, prometeu “acelerar” um programa à espera de realização: o Plano Nacional de Banda Larga. Leia mais.
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