Burrice ou má-fé ? III

O trecho final da matéria que ofendeu Heine Macieira: “Formação de leitores – Para superar as deficiências físicas, a Secretaria de Cultura aposta em projetos de formação de leitores. “A biblioteca pode ser bonita, isso até é importante, mas não é o principal. Tem que ter leitura e nas atividades de promoção à leitura acho que somos excelentes”, diz Flor. Cada uma das cinco bibliotecas públicas de Maringá (Central, Jardim Alvorada, Vila Operária, Mandacaru e Parque das Palmeiras) conta com três clubes da leitura distintos, para crianças, adolescentes e adultos. Em cada um dos quinze clubes há aproximadamente 20 membros regulares, que se encontram semanalmente para trocar impressões sobre um determinado livro. Nos grupos infantis, o livro central de cada encontro é escolhido pela Gerência de Promoção à Leitura; nos grupos para adolescentes e adultos, os próprios membros decidem a qual título se dedicarão.”É uma experiência encantadora, as pessoas ficam amigas, trocam correspondência. Promover a leitura é promover informação, encontros e encantamento”, discursa a secretária, que também destaca as atividades de “contação” de histórias promovidas pelas bibliotecas públicas. “Quando escolhemos um livro para narrar, imediatamente depois da atividade há uma procura muito grande”, diz. Para a secretária, as atividades de formação de leitor ajudam a entender por que continuam crescendo os cadastros de usuários, das mais distintas idades, nas bibliotecas públicas de Maringá – mesmo com a oferta de novas mídias informatizadas. O número de visitantes e de empréstimos de livros também vem se mantendo estável ao longo dos anos.” “Não acredito que esses índices vão diminuir, até porque a população sempre aumenta e a biblioteca tem outros chamativos, como computadores e o uso para estudos”, afirma Flor.A secretária admite que ainda terá de haver mais investimentos em meios informatizados, como e-books (“as novas mídias são inevitáveis e positivas”), mas acredita que os livros físicos jamais deixarão de ter apelo.”Assim como o teatro não morreu, depois de cinema, TV e internet, os livros também vão ficar. O contato, virar a página, ver as cores, tudo isso faz parte do encantamento.

Akino Maringá, colaborador