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Professor diz que ‘não podemos lutar’ contra o trote

O trote na UEM deve ser um marco, “uma forma de simbolizar a passagem da adolescência para a vida adulta onde o aluno começa a definir o seu futuro profissional” “e mesmo ao fazer algo que a princípio parece degradante, como pedir dinheiro em um semáforo, geralmente os alunos o fazem com orgulho, pois neste momento eles se mostram a toda a cidade, e dizem sem dizer, “eu sou aluno da UEM”. A opinião é do diretor de Ensino de Graduação da UEM, Eduardo Radovanovic, em correspondência encaminhada aos chefes de departamento e coordenadores de graduação, em razão do retorno das aulas na instituição, amanhã; para ele, o trote é uma instituição, “não podemos lutar contra ele”. Ao exortar a todos “para que haja um esforço de professores no acompanhamento a recepção aos calouros”, ele destaca que o trote quando realizado “de maneira ordeira e sem coerção, sem que haja desrespeito as normas de conduta de uma sociedade civilizada, fica na memoria do calouro como algo positivo, marca o fato de que ele começa a fazer parte de uma pequena parte da população que batalhou e conseguiu estudar na melhor universidade do Estado do Paraná. O calouro sente orgulho disso.” A mensagem frisa que “temos na verdade que conscientizar os alunos veteranos que este momento alegre pode tornar-se desastroso quando os exageros acontecem”, que “a festa deve ser democrática” e que “não podemos deixar que fatos como os ocorridos em Ponta Grossa, onde alguns alunos entraram em coma alcoólico, aconteçam aqui na UEM, nem que haja trotes violentos e que denigrem a dignidade humana. Estes fatos, se ocorrerem, entram no foco de todos os meios de comunicação, fazendo com que haja um desgaste da boa relação da comunidade maringaense com a UEM. Assim um grande número de servidores da UEM estará cuidando do trote, mas, novamente exorto os chefes e coordenadores para que incentivem seus professores a conversarem com os alunos veteranos sobre o assunto, e se possível também acompanhem os trotes, para que os excessos sejam evitados”.

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