Beto Richa vai ficar quieto?

O governador Beto Richa precisa dar um puxão de orelhas no ex-deputado federal Ricardo Barros, seu secretário de Indústria e Comércio; o homem não para na secretaria em que deveria dar expediente, vive  mais em Brasília do que em Curitiba. Quando não está na capital federal para ensinar a mulher a fazer as tarefas de deputada federal, ele está  cuidando de interesses particulares. Nesta semana esteve com o presidente do TJ-PR, Miguel Kfouri Neto, e conseguiu tirar de pauta o julgamento de uma ação por improbidade da época em que era prefeito; ele sabe que, se o Tribunal de Justiça mantiver o resultado de primeira instância, até seu cargo no governo estadual corre risco. Ontem, informa seu assessor curitibano, ele participou da posse do ministro Luiz Fux no STF, onde ele também tem um grande problema, a ação do desvio milionário de recursos públicos que ficou conhecido como Tenda dos Milagres. Pena que ele chegou tarde a Fux, que pouco antes de deixar o STJ colocou em má situação 21 vereadores e ex-vereadores maringaenses, alguns ligados a ele, ao referendar decisão de segunda instância que pode deixá-los de fora das próximas duas eleições na cidade.

Mesmo sem mandato, Barros tem ficado em Brasília como José Borba logo depois de renunciar por causa do mensalão; ele participa de audiências agendadas pela mulher com ministros, atuando também como lobista. Chegou inclusive a participar de uma reunião sobre o PAC, que nada tem a ver com a pasta que ocupa em Curitiba. De qualquer forma, está na hora de Beto Richa exigir que seus secretários honrem o dinheiro que recebem do povo paranaense e permaneçam em seus postos de trabalho.