Do padre Júlio Antônio da Silva:
A celebração da páscoa coloca-nos diante da possibilidade de participarmos do mesmo processo pelo qual Jesus de Nazaré passou: enfrentar a morte e, pelo poder de Deus, vencê-la! Na vida cristã esta experiência é iniciada a partir da recepção do sacramento do batismo. É o apóstolo Paulo quem afirma esta verdade: “Pelo batismo somos sepultados na morte com o Cristo, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também vivamos de modo novo” (Rm 6, 4). E ele continua dizendo: “Com ele, vocês foram sepultados no batismo, e nele vocês foram também ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que ressuscitou Cristo dos mortos” (Col 2, 12). A participação na vida do morto-ressuscitado é querida por Deus desde sempre, desde a criação do mundo. É por isso que “a própria criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus… e geme e sofre dores de parto… à espera da adoção” (Cf. Rom 8, 18-27). Portanto, toda obra criada – a natureza humana e as demais naturezas – tem o mesmo princípio e encaminha-se para a plena comunhão com aquele que a fez e que a contemplou como muito boa (Cf. Gn 1, 31). Na íntegra.