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Convivência civilizada

Do padre Orivaldo Robles:
Sem admitir perfeição na mobilidade urbana de Maringá nem legitimar a ditadura do automóvel, cumpre reconhecer que, por causa das vias binárias, no centro, hoje nosso trânsito flui melhor. Houve ganho de tempo e redução do estresse gerado pelo vagar de lesma nos horários de pico Quem desconhece lentidão experimente cruzar a via férrea durante a travessia de uma composição de 98 vagões puxados por duas locomotivas, em velocidade de 10 quilômetros por hora. Menos mal que, dentro de poucos meses, esperamos, a região central se verá livre dos cruzamentos em nível. Aquilo é dose para tirar do sério o mais impassível dos viventes. Foram anos e anos de críticas à assincronia de nossos semáforos. Pronto; pelo menos nessas avenidas não há mais do que reclamar. Questão resolvida, então? Quem dera! Por má sorte, o elemento complicador não está nas vias públicas. Nem nos semáforos. Nem nos carros. Está na peça colocada atrás do volante. O problema – igual, de resto, ao que se dá em outras áreas- somos nós. Nossa pretensão de poder e mando incita-nos a agir como se somente nós existíssemos. Na íntegra.

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