O Diário publicou hoje os dados sobre a propriedade da Saveiro dirigida por um homem “de grande porte físico” que invadiu uma residência e agrediu, na quarta à noite, uma mulher e um homem que faz tratamento contra o câncer, na Zona 4. O jornal preferiu não divulgar a quem pertence a empresa, informações que o blog deu em primeira mão ontem: é de um senhor, de grande porte físico, que tem estreitas ligações com os irmãos Barros. Segundo a reportagem que foi manchete principal na edição de ontem, ao agredir o casal o homem disse que “ele era financiador da campanha do prefeito e que é ele quem manda em Maringá”. A matéria de ontem foi feita por Murilo Gatti e a de hoje, por Luiz Fernando Cardoso.
Este modesto blog recebeu e-mails e telefonemas cobrando pelo menos um comentário a respeito do fato de o jornal ter criado polêmica, possivelmente sem intenção, ontem, ao colocar como manchete uma reportagem que não citava o nome do agressor. Quando colunistas dão nota sem citar nomes costumam ouvir repreensões de leitores e, principalmente, dos colegas, que não entendem que às vezes esta é a única forma de a notícia ser divulgada. Mas é compreensível. O jornal garantia ontem que estava empenhado em identificar o agressor do casal. O que causa estranheza não é a opção por não divulgar a quem pertence a empresa dona do carro, e sim não usar esta mesma medida quando, por exemplo, o jornal tratou do recente sequestro do filho do ex-vice-prefeito Willy Taguchi. Este blog, no dia 29 último, ao dar a notícia em primeira mão, preservou a identidade do rapaz, estudante da UEM, dando apenas suas iniciais; o jornal deu o nome do estudante, o carro e a placa, sem consultar a família. “Faltou dar o telefone e o endereço”, lamentou o pai da vítima.