Pobre Judas
Mais um texto primoroso de Dinor Chagas:
Se eu não tivesse visto com estes olhos que a terra há de comer, a coisa poderia apenas ter entrado por um ouvido e saído pelo outro. A coisa é feia. Feia demais. Feíssima além da conta. Voltando agora, sexta-feira, de Londrina com um amigo, dentre tantos assuntos de nossa infindável e prazerosa conversa, a confirmação de um fato, no ato, que a muitos deixa no mato, foi o que nos causou, asco, nojo, repulsa, repugnância e outros sentimentos adjacentes.
Então! Pois é! Vamos ordenar o rumo dessa prosa. Deixe-me conjuminar o raciocínio mental da massa encefálica com a região lembrativa do cérebro para a disposição das informações de maneira cronologicamente inteligível e, claro, com todos os pontos e virgulas, conforme se deu. No carro, a caminho para casa, meu amigo:
– Dinor, sabe essas barracas na beira da estrada, que vendem de tudo? Carrancas entalhadas em madeira, panelas, tachos de cobre, cracóvias e salames, sucos de milho e outras comidas?…
– Sei!
– Você conhece aquele jogo com três copos emborcados, onde alguém, com um talento manipulativo “embaralha” os copos escondendo um objeto, uma bolinha, sob qualquer um dos três, e pede pra alguém descobrir em qual copo está o objeto? Na íntegra.
*/ ?>
