Mau gosto

Do padre Orivaldo Robles:

Tenho certeza de que, ao final desta leitura, serei malhado. Já aconteceu antes. Padre se abre a boca, vem paulada na moleira. “Entendidos” de plantão sacam  requentadas fichas da Inquisição, da pedofilia de clérigos e coisas que tais. Fatos que ouviram, embora nunca revelem interesse por conhecer. Melhor deitar falação inconseqüente do que investigar com serenidade. Estudar dá trabalho. Além do quê, vai que a pesquisa chegue a conclusão diferente daquela que a gente aceita. Aí, toca mudar de opinião e enrolar a bandeira agitada com tanto gosto.
A verdade, não custa lembrar, independe de preferências. Por si mesma se impõe. Muita gente, porém, tenta o malabarismo de montar, sobre fato único, várias verdades excludentes entre si. Ajeita a realidade àquilo que lhe convém. Será que exatidão factual só tem valor para peritos, como nossos Reginaldo Benedito Dias e Ângelo Priori? Os outros podem usar uma História light descompromissada da objetividade? Na íntegra.