Rodoviária: vereadores legitimarão o ilegítimo
Entra em primeira discussão nesta terça-feira na Câmara de Maringá o projeto do Executivo que autoriza a desafetação de parte da praça Raposo Tavares (terreno do Condomínio da Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz) e a posterior doação, por meio de licitação, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas para a implantação de “empreendimento de interesse público” (leia-se “interesse da família Barros”). Pelo projeto elaborado pelo secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, Ricardo Barros (PP), o vencedor da licitação deverá transferir para o município no mínimo 20% da área construída do empreendimento, sendo que deste percentual 7% deverão corresponder a um espaço público com, no mínimo, uma fração ideal do terreno de 1.956 metros quadrados, com acesso exclusivo.
As palavras “por meio de licitação” são para enganar a legislação e, portanto, a Justiça, pois todos na cidade sabem quem vencerá a parada. O projeto arquitetônico vencedor e a maquete estão prontos, guardados em algum canto. O prédio que eles querem ver como monumento máximo da família – rivalizando, na outra ponta do eixo monumental, com a Catedral de Maringá – será em formato de “L”, com uma torre alta, de 30 andares, e outra menor.
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