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Corrupção na 13ª Ciretran: publicado o acórdão


Foi publicado hoje, pelo Tribunal de Justiça do Paraná, o acórdão (160 páginas) do julgamento do caso (mais um) envolvendo esquema de venda de carteira de habilitação na Ciretran de Maringá, descoberto em 2005, e que resultou na condenação de 14 pessoas em primeira instância por formação de quadrilha e falsidade ideológica. Dois deles – Altair Aparecido Campos Vieira e Solange Aparecida Jacon – foram absolvidos das acusações; sete – Cleudenir Nasato, Emerson Froemming, Izael Martins Machado, Antonio Carlos Martins Junior, Gomez Ambrósio, Paulo Kiyoshi Arai e Sandro Valério Thomaz Bernardelli – tiveram os recursos negados; uma – Odete Bauts Claro dos Santos – foi absolvida do crime de falsidade ideológica; e dois – Dionísio Rodrigues Martins e o advogado José Miguel Grillo, ex-diretor operacional do Detran no governo Requião – tiveram as penas reduzidas. Os dois últimos dispensaram Rafael Martinez Massa e Gabriel Martinez Massa, filhos do apresentador de televisão e ex-deputado federal Carlos Roberto Massa, o Ratinho, da realização de exames práticos para tirar a habilitação, além de apresentá-los no processo como se fossem de Maringá, quando residem em Curitiba. A pena de Grillo foi reduzida de 2 anos e 15 dias para 1 ano, 7 meses e 1 dia de reclusão e 16 dias-multa, além da perda de cargo público; a pena de Dionísio, então chefe da Ciretran, foi reduzida de 2 anos, 10 meses e 10 dias e multa para 2 anos, 7 meses e 10 dias e 24 dias-multa e a perda da função pública. Uma leitura atenta aos depoimentos certamente arrepiará os leitores, pois relatam como o esquema era engendrado, inclusive nas instalações da Câmara de Maringá (o vereador João Alves Correa, do PMDB, fez indicações dos cargos a Requião), além da citação do envolvimento de outras pessoas.
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