Lobistas nos tribunais

Essa atuação-que configura, no mínimo, tráfico de influência- mereceria uma investigação rigorosa por parte do Conselho Nacional de Justiça, pois é em si mesma imoral e provoca sério desequilíbrio entre as partes. Tenho certeza de que a imensa maioria de desembargadores e ministros dos tribunais superiores , composta por gente proba e honesta, não compactua com esta prática. (…). Com vinte anos de carreira como promotor de justiça, vejo-me desanimado ao constatar que a Justiça brasileira, por vezes ainda é vista como uma caixa-preta perdida no oceano. (carta de Marcelo Dawalibi, publicada na revista Veja, edição  de 27 de abril de 2011)
Meu comentário: Esta é uma realidade que precisa mudar. Desembargadores e ministros deveriam ser impedidos de receberem partes, principalmente políticos influentes, para se ‘explicarem’ fora dos autos. Consta que um conhecido deputado, de Maringá, abusa desta prática, em seu favor e de aliados. Que recentemente o prefeito esteve no TJ-PR, antes de um julgamento muito importante e teria convencido do presidente que Maringá corria o risco de ficar sem transporte coletivo, caso prevalecesse uma corajosa decisão de primeira instância.

Akino Maringá, colaborador