A privilegiada
Do padre Júlio Antônio da Silva:
Desde a Igreja nascente, Maria de Nazaré ocupa um lugar preferencial no coração do povo de Deus. Não é sem razão que a primeira leva de cristãos entende que Deus marcou com sua graça a vida dessa mulher. Desde o início da vida da Igreja, Maria é tida como “cheia de graça” (Lc 1,28). Termo traduzido por São Jerônimo na primeira tradução popularizada das Escrituras Sagradas. Mas que, originalmente, em grego, faz-nos entender a extensão da expressão bíblica. Na língua grega o texto bíblico fala de “kecharitoméne”. Que além de significar “cheia de graça” (gratia plena), significa, também, privilegiada, gratificada, contemplada. E no contexto de Lucas a expressão leva-nos a descobrir uma realidade maior que a própria humanidade daquela jovenzinha de Nazaré. Ela foi acarinhada interiormente por uma presença plena do Espírito de Deus que tudo transforma. Foi contemplada pela força do alto (Lc 1, 35). Isto mesmo, com-templada. Na íntegra.
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