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Os óbitos do Contorno Norte

A respeito da morte do ciclista Dejair Aparecido dos Santos, 56, hoje à tarde na BR-376, perto da Noma, em Sarandi, atropelado por um caminhão quando tentava cruzar a pista, o leitor Ricardo escreve: “Neste momento de dor e revolta da família, é injusto e desumano procurar culpados… Mas é revoltante ver como as pessoas são tratadas pelos responsáveis da construção do Contorno Norte, não sei se o Dnit, a prefeitura ou a Sanches Tripoloni, estão contabilizando as vidas perdidas por causa desta obra maldita. Maldita porque fez uma exclusão dos cidadãos que estão dentro e fora do entorno, maldita porque a empreiteira não sinaliza, não coloca muretas nos ¨precipícios” da futura via, maldita por construir meia ponte na travessias suspensas… Maldita, pela prova de vida ou morte que o trabalhador passa todo dia no trecho remendado que liga o Contorno Sul e o Contorno Norte, entre Maringá e Sarandi, pista cheia de ondulações, buracos, demarcações confusas, espaço insuficiente para dois veículos grandes andarem lado a lado. Uma idéia para o jornal O Diário colocar na capa de domingo: “Os benefícios, o valor, os transtornos, os óbitos, do Contorno Norte”.

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