Fauna política no Parque Durepóxi do Ingá
Uma sugestão que a administração municipal de Maringá poderia analisar, numa espécie até de homenagem ao ciclo de poder: reservar um espaço no Parque Durepóxi do Ingá para abrigar animais políticos que pululam por aí.
Como, por exemplo, os macacos velhos do erário, as raposas de rabo felpudo, as hienas do dinheiro público, os rinocerontes-empreiteiros, as zebras ortográficas, as antas legis-ativas, os bichos-preguiça dos cargos comissionados, as jararacas das secretarias, os porquinhos-mandões, as ariranhas da saúde, os camaleões do condomínio partidário, as tartarugas das obras federais, os tucanos de bico indefinido, as baratas tontas da tribuna, os quatis das licitações dispensadas, as cascavéis dos conselhos municipais, os gaviões namoradores, as galinhas-concubinas e o pior de todos, o lobo em pele de cordeiro – afinal, está na Bíblia (Mateus,7:15: “Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes).
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