A diretora do Instituto de Educação de Maringá (IEM) havia proibido a entrada dos alunos que chegavam atrasados às aulas. No último dia 26, após reunião entre a diretoria do colégio, o Conselho Tutelar, o Núcleo Regional de Educação e as Promotorias da Educação e da Criança e da Juventude, o IEM recuou na decisão e agora os alunos já podem entrar na escola, sen do que os atrasos serão checados caso a caso pela diretoria. Na contenda, o Conselho Tutelar tomou posicionamento contrário às decisões do colégio, e chegou a ingressar com duas representações no Ministério Público Estadual. A Secretaria de Estado da Educação também discordou do encaminhamento da escola, afirmando que é direito do aluno permanecer na instituição de ensino, mesmo em casos de atrasos, evitando, assim, uma situação de vulnerabilidade ante os perigos que rondam a escola. Neste caso, o estabelecimento de ensino deverá receber o aluno e comunicar aos pais ou responsáveis sobre o atraso. O saldo de toda essa polêmica foi extremamente positivo. Os atrasos diários que ocorriam no colégio diminuíram. A comunidade se envolveu no debate. É muito importante que a escola esteja preocupada com os atrasos, mesmo que não tenha tomado as medidas ma is recomendadas. Os atrasos interferem sim no desenvolvimento das rotinas pedagógicas. A escola precisa de planejamento para formar seus alunos e prepará-los para a vida em sociedade, regulada por direitos e deveres. Deveres e direitos se entrelaçam na superação das práticas individuais e produzem sujeitos coletivos. O fato é que os atrasos de poucos atrapalhavam os muitos.
Ivana Veraldo