As famílias mudaram e as funções tradicionais de seus integrantes também sofreram alterações. Vigoram o individualismo, o consumismo, a busca da juventude permanente e da felicidade imediata. Esses fatores influenciam a configuração das novas famílias, aumentando os vínculos com o mundo do trabalho. A responsabilidade da educação dos filhos é transferida cada vez mais para a escola. Criança passa a ser sinônimo de aluno. A educação escolar também se transforma para se adaptar a esse novo cenário. Outras instituições aparecem para compor parcerias (o Conselho Tutelar, os juízes da Infância e Juventude), mas, de fato, a escola não tem condições de assumir integralmente todas as funções que a família exercia. Os profissionais da educação enfrentam diariamente os dilemas resultantes desse angustiante cenário.
Ivana Veraldo