Sobre marquetagem

De Elio Gaspari:
Durante a viagem de Dilma Rousseff à China, a marquetagem do governo anunciou dois êxitos: 1) O governo de Pequim concordara em tirar a fábrica da Embraer de Harbin da geladeira, abrindo-lhe o mercado para a fabricação de jatos executivos Legacy. (O mercado de jatinhos chinês, deprimido pelo governo, é menor do que o paranaense, mas deixa pra lá.) A comitiva brasileira voltou para o Brasil no dia 17 de abril. A fábrica da Embraer parou no dia 26. O repórter Fabiano Maisonnave mostrou que seus operários, sem ter o que fazer, jogam peteca na linha de montagem. 2) A empresa Foxconn montaria iPads no Brasil e, além disso, faria um investimento de US$ 12 bilhões em cinco anos, gerando 100 mil empregos.
O governo acabou com a maluquice que negava às tabuletas os benefícios dados aos computadores e as maquininhas da Apple começarão a ser produzidas em setembro em Jundiaí. Até agora não se conhece o plano de investimentos de US$ 12 bilhões da Foxconn. Sabe-se apenas que o velho e bom BNDES será chamado para botar algum no negócio. Pelo jeito, a única coisa que a doutora trouxe da China foi uma gripe.
[Se a Foxconn vai para Jundiaí, o que acontece no governo Richa também é marquetagem?]