As Escolas Charter são geridas por entidades privadas e financiadas pelo sistema público. Nos EUA o modelo tem crescido exponencialmente e o Brasil prontamente copia o modelo (ver experiência em Pernambuco na rede estadual). Em Maringá, entre os anos de 1991 e 1992, ocorreu uma experiência similar de parceria entre o público e o privado, foram as Escolas Cooperativas, experimento das administrações das escolas da rede pública urbana do Município de Maringá (PR). Tal iniciativa ocorreu na gestão do ex-prefeito Ricardo Barros. Neste período, empresas privadas assumiram o comando das escolas públicas e o município as remunerava pagando um valor per capita multiplicado pela quantidade de alunos matriculados em cada escola. O sistema estimulava a competição entre as escolas e desresponsabilizava a iniciativa pública, ou seja, era um empurrão à privatização da educação. Será que as escolas charter reeditarão as escolas cooperativas, mudando apenas a nomenclatura? Conforme dizia Brecht, seria o velho vestido de novo?
Ivana Veraldo