Ao comentar a morte do ex-ministro Paulo Renato, fiz críticas ao modo como durante a sua gestão as políticas educacionais foram geridas de forma mais consentida à lógica do mercado. Por ter recebido algumas críticas resolvi alongar a conversa. O que é mais importante é dizer que quando o Estado conduz a educação simplesmente pela lógica do mercado revela que a educação deixou de ser um direito social. Conduzir a educação sob a lógica do mercado pode, a princípio, gerar a crença do aumento da empregabilidade. Porém, a empregabilidade depende de um conjunto variado de fatores definidos não somente pela formação educacional da demanda. Quando as políticas educacionais se subordinam exclusivamente à lógica do capital elas cooperam para o au mento da desigualdade social e para a exclusão dos “cidadãos” brasileiros de diversas instâncias da vida social. É fundamental que a educação seja um mecanismo de possibilite o desenvolvimento e a emancipação do homem, portanto, ela não deve se submeter à lógica excludente e exploradora do capitalismo.
Ivana Veraldo