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Quais são os interesses em jogo?

A discussão sobre o aumento do número de cadeiras na Câmara de Maringá, para 17 ou 19 ou 21 ou 23, ou, ainda, que permaneça nos 15 atuais, não pode ser dissociada do aumento da remuneração dos vereadores. Fala-se que alguns dos atuais  querem que permaneça em 15, mas que o salário seja algo em torno de R$ 13.000,00, mais ou menos. Dentre eles estariam Flávio Vicente, dr. Sabóia, e o próprio presidente Hossokawa. Outros defendem o aumento de cadeiras, mas apenas uma atualização, como base nos índices que serviram para reajustar os vencimentos dos servidores, o que poderia chegar a no máximo R$ 9.500,00. Quais os interesses em jogo? Alguns dos atuais acreditariam que com a máquina (assessores e toda a estrutura que dispõem) e com apenas 15 vagas afastariam novos candidatos e teriam mais facilidade na reeleição e passariam a ganhar muito bem.  Outros acham que é melhor ganhar menos, mas com mais chances de reeleição, com 23 vagas.  E a Acim, e o Observatório? Por que defendem 15? Há quem diga, que sendo parceiros das administrações e contando com a continuação da dinastia Barros, ficaria mais fácil para eles  o acerto com 11, por exemplo do que 15, 16, o que poderia ocorrer com a elevação para 23.  Enfim, são muitos os interesses em jogo e  ainda não tenho uma opinião formada o ideal. Gostaria de ouvir e ler mais para me definir, mas posso adiantar que acho exagero o salário de R$ 12.000,00, ou R$ 13.000,00 para vereadores, bem como o número de cargos comissionados vinculados à Presidência e na administração da Casa. Dá para cortar e muito.

Akino Maringá, colaborador

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