Vereadores (2)
Ainda a propósito do assunto, destacamos mais um pitaco, dentre os muitos e bons, de Paulo Vergueiro: “Cada cidadão (ã) tem o direito de expressar suas opiniões, ressaltando igualmente o direito universal de ser contestado. Posto isto vamos a questão central.O “modelo” de gestão pública esta ultrapassado. Serve, este modelo, apenas para “dar poder” a grupos de pessoas que com seus interesses pessoais, incluindo-se vaidade, arrogância etc, manobra ou pelo tentar manobrar a sociedade no sentido de atingir seus objetivos. Não há mais debates ideológicos, convicções pessoais, tudo hoje em dia faz parte dos interesses destes supostos líderes políticos. A sociedade brasileira, dividida em municípios, estado e federação, deixa de ser a razão para tornar-se meio. Dessa forma, não encontramos gestores municipais, estaduais e da federação, preocupado em realizar obras que possam levar melhorias a sociedade, mas ao contrário, vemos prioridades obscuras por meio destas obras. A extensão desta famigerada forma de gerir o município no caso, avassalou a câmara de vereadores. Não vemos mais edis, discutindo o melhor para a sociedade, mas o vemos discutir interesses de grupos, pessoas e partidos. A sociedade, repito é apenas um meio e não fim.Por isso, se tivermos 1 vereador ou 347, o resultado sera sempre o mesmo.Precisaríamos mudar drasticamente a gestão do município. Haveríamos de ter por exemplo: gerentes (gestores) de regiões, contratação de gestores técnicos por seleção de competências, de maneira pública, aberta, com um grupo de avaliadores suprapartidários. Como em um empresa bem organizada. A máquina operacional do município prestaria serviço logístico a esta equipe, e deixaria de ser antro de interesses pessoais e políticos apenas. A gestão deveria ser por metas, objetivos, isto significa prazos e orçamentos. Por fim, os vereadores poderiam ser, representantes geograficamente definidos, ainda que eleitos pelo voto do povo, mas com função voluntária de supervisão, tendo apenas as despesas ressarcidas pelo município no limite de três salários mínimos, por exemplos. Enquanto uma obra for avaliada pela inportância de quem a faz em detrimento dos interesses públicos, jamis, em tempo algum teremos sucesso na gestão pública. A corrupção esta de tal forma impregnada que não como pensar em uma alternativa com este quadro. Porém, e sempre há um porém, como somos obrigados a conviver com este modelo, acredito que quanto menos interesses tivermos em jogo, melhor sera o resultado pratico. Só de imaginar que vivemos em uma cidade verdadeiramente maravilhosa, num estado rico e numa nação incrivelmente fantástica, com toda esta roubalheira, penso, onde estaríamos e como seríamos se houvesse um mínimo de integridade moral! Grato e me perdoe pelo longo texto.
Meu comentário: Está opinião merece uma profunda reflexão das ‘cabeças pensantes’ de Maringá.
Akino Maringá, colaborador
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