De Paulo Vergueiro:
Fico preocupado e muito com alguns problemas sociais. O emprego, ou melhor a falta dele, me angustia. Ha um claro esforço poitico para demonstrar que o desemprego está em queda e que as contratações aumentam de forma dinâmica e acelerada. No entanto, me chama atenção a inércia dos classificados de empregos. Sempre na mesma diagramação, espaço e ofertas. Mas de tudo que diz respeito a esta questão, uma é que me atormenta e sugeriria que autoridades municipais tomassem alguma providência.
É comum a oferta em classifcados omitir a empresa, de fato a remuneração e sobretudo as condições de trabaho. O desempregado se esforça para fazer as entrevistas e levar seus currículos ate os locais indicados, por isso deveríamos exigir em forma de lei que as ofertas de emprego conste obrigatoriamente:
– Nome da empresa; cargo realmente ofertado; local de trabalho; horário de trabalho; remuneração verdadeira; condições de contratação; ao veículo de divulgação teriam que indicar CNPJ ou CPF do responsável pelo anúncio da vaga, caso esta sofra uma denúncia de engodo ou, o que é pior, de exposição à prostituição ou outro delito encoberto por esta prática sórdida.
Defender o desempregado, dando a ele segurança em de fato buscar um emprego sério, que possa suprir suas necessidades e não expor o desempregado a “arapucas”, sem donos e responsáveis. Bastaria uma olhada nas ofertas para “…precisa-se de moças, acima de 18 anos, para recepção…” Recepção de que? onde? qual o salário? qual o CNPJ do responsável o CPF? Outra coisa que chama atenção diz respeito aos salários… Neste caso, se não fosse triste seria cômico! Diz o anúncio “…remuneração maior que R$ 1.500,00.” voce vai lá e vê que é exigido que o sujeito passe 1 semana em treinamento, onde recebe uma lavagem cerebral e sai por ai vendendo qualquer coisa na base do “…se eu vender tanto para não sei quantos e se der certo, e se mutiplicar por 3 e se não chover ate o natal, ganho os 1.500,00! Isto é igual a abusar da fé inocente ou do desespero da pessoa desempregada.
Fica a sugestão para algum vereador preocupado com as pessoas de Maringá (eu sei que é dificil, mas quem sabe com um pouco de sorte…) abrir uma discussão para uma lei municipal que exija transparência nas ofertas de emprego. Ah, não me esqueci não, mas “o buraco das pseudos agências de emprego” é mais embaixo, muito mais! É coisa para Gaeco, Federal duro… Tem gente fazendo cadastro de desempregado, sem de fato ter a vaga… e por aí vai.
Sempre em tempo, Maringá tem agências e profissionais de recolocação sérios e competentes. Que fique claro, que não são todos, mas uma lidinha nos classificados, ajudaria e muito!