Ícone do site Angelo Rigon

Maringá sem espaços públicos

Quero enfatizar a panorâmica feita aqui pelo Fábio Moraes sobre o fechamento de alguns “pontos turísticos” de Maringá. Ele destacou o fechamento do Chico Neto, do Teatro Calil Haddad, do Horto Florestal e do Mirante da Catedral. Fez rápida referência ao Cine Teatro Plaza. Poderia ter lembrado do fechamento do Parque do Ingá por mais de dois anos. Vale a pena refletir um pouco mais sobre a questão. No espaço público se efetiva o encontro entre os interesses públicos e os privados, entre o indivíduo e a multidão. Desse encontro, nasce a noção de civilidade. Quanto mais espaço público saudável e democrático existir, maior é a convivência entre os ma is diferentes tipos sociais. O espaço público é indispensável ao exercício da cidadania. O abandono dos espaços públicos, que é o que está ocorrendo em Maringá, é um sintoma da dificuldade da cidade de equacionar as desigualdades sociais. Os processos sociais aqui são resolvidos apenas na “lei do mais forte”, prevalecendo os interesses privados econômicos, aumentando a segregação social. É importante e urgente que se preserve a condição coletiva, democrática e acessível dos espaços públicos, como forma de preservação da civilidade.

Ivana Veraldo

Sair da versão mobile