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Ladrões e ladrões

Existe uma coisa comovente no mundo do crime que é o respeito com que são tratados os ladrões do dinheiro público. Começa que ladrão de dinheiro público não rouba, desvia. O que ele faz sequer é crime, mas irregularidade. Roubar é coisa de ladrão de galinha, geralmente preto ou pobre – ou os dois. Entre as mãos do ladrão fino e a grana da plateia existe um léxico que funciona para tudo, inclusive para manter o gatuno à segura distância do xilindró. Dispensa de licitação, aditivo de contrato e compras emergenciais são hoje as palavras mágicas que justificam a rapina sem o mais breve sinal de embaraço. Rouba-se, perdão, desvia-se a grana dos impostos sem piscar. (Fonte Blog Ponte Aérea, postado por Xico Vargas)

Meu comentário: Não sei por que, mas lendo este texto lembrei das obras do Contorno Norte.

Akino Maringá, colaborador

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