Os mesmos personagens

Desde que foi publicada a primeira reportagem na Folha de S. Paulo sobre o Contorno Morte, estampando a cara do prefeito Silvio Barros II (PP), a estratégia dos fratelli Barros é jogar toda a responsabilidade sobre os petistas Enio Verri, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. Afinal, a obra é feita com recursos federais. Simples assim. Não, não é simples assim. Teresinha Nerone é, a exemplo do presidente do Sebrae-PR, Jefferson Nogaroli, um daqueles pontos de ligação entre pepistas e petistas.

No governo Collor de Mello, de triste lembrança, quando Ricardo Barros era prefeito de Maringá, foram famosas as “Casas da Margarida” construídas na cidade com dinheiro da pasta da ministro Margarida Procópio. Eram cubículos, verdadeiras baias, de 27 e 34 metros quadrados. Muita gente ganhou dinheiro ali. Quem fez o lobby em Brasília? Maurílio Correia Pinho e Teresinha Nerone, da Proneje. Nos tempos colloridos, junto com a Cohesma, foram esparramados apartamentos e casas construídas com recursos federais em todo o Paraná. Maringá foi a cidade brasileira que mais recebeu recursos da União no governo pouco corrupto de Collor, o que se repetiu no de Lula. Hoje, a prefeitura mantém contrato formal com empresa lobista. Com os mesmos personagens, um deles como vice-líder do presidente da República.