A Operação Alquimia, uma das maiores de todos os tempos, realizada hoje de forma conjunta entre a Polícia Federal e a Receita Federal, que desarticulou uma organização formada por empresários acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal, traz um nome familiar a certos maringaenses. O grupo, que teria dado prejuízo de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, atuava principalmente em São Paulo e Bahia, mas com ramificações em Alagoas, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Góias, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe, além do Distrito Federal. Empresas laranjas vendiam produtos para outras empresas, legais, e acumulavam impostos a pagar. Quando esse montante de impostos alcançava um certo valor, essa empresa “laranja” era considerada insolvente e desaparecia. Das 300 empresas fiscalizadas, 30 estão localizadas em paraísos fiscais, notadamente na Ilhas Virgens Britânicas – este, coincidentemente, o nome familiar, até há cerca de um ano sede de uma grande empresa “local”.