Para que serve a Câmara?
O episódio da não aprovação da viagem do vereador Flávio Vicente é emblemático. A Câmara de Maringá pode considerada apenas um órgão homologador de decisões tomadas pelo Executivo e da Mesa Diretora. Na primeira votação do presidente Hossokawa disse que tudo já estava preparado, pelo que entendi a passagens já tinham sido compradas, o vereador pedido licença na Faculdade onde licenciona, enfim a viagem preparada, apesar de necessitar de aprovação do plenário. Não é diferente com a maioria dos projetos do Executivo, quase sempre em regime de urgência, sem discussão. Os pareceres são mera formalidade, dados sem nem ao menos uma leitura dos projetos. Por essas e muitas outras razões é que, na minha opinião, não importa o número de vereadores, se não houver uma mudança de postura e de costumes, a Câmara vai continuar sendo um orgão homologador das vontades do Executivo, composta por despachantes, espécie de presidentes de bairros, com os Bravins, Zebrões, e outros ‘ouvidores’, fazendo o papel do 156 da Prefeitura, legisladores de nomes de ruas e homenagens a pioneiros. Uns poucos bem intencionados tentando exercer o papel de fiscais do dinheiro público, sem êxito. Serve ainda para pagar, proporcionalmente, os maiores salários da cidade a 15 privilegiados e corajosos (as) que se dispuserem a investir ou pedir recursos, nem sempre de origem legal, para empresas e políticos, ficando com a ‘cauda amarrada’, muitas vezes. Claro que há exceções e tudo pode ser mudado. Basta o empenho da sociedade organizada e das igrejas, tanto quanto este pelo não aumento de cadeiras. É o que penso.
Akino Maringá, colaborador
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