Décima sexta hora – a beatificação
De Willy Taguchi:
Ficamos com 15 vereadores que é o limite máximo definido pela CF para uma cidade – provavelmente provinciana, de 80 mil habitantes. O número, a quantidade de edis é a vitória decantada pela grande mídia e pelos profissionais que nela atuam com alguns desses inclusive execrando os pequenos partidos (sempre eles, estes partidinhos), enganando seus leitores porque PT e PMDB – que não se encaixam na adjetivação também eram favoráveis ao maior número de vereadores.
Não se aprofundaram na análise do golpe, no ardil, na artimanha por trás da falácia: o aumento de salários de vereadores e a recusa na diminuição no limite de gastos do Legislativo de 5 para 3,5%. Estas duas questões objetivamente importantes sob o ponto de vista financeiro passaram ao largo de análise mais apurada. Duvido e desafio a dita “sociedade civil organizada” a apresentar o mesmo fervor visto ontem para acompanhar a sessão que teremos para aumentar salários de vereadores!
Então convenhamos, o problema para esta perspectiva não era financeiro, era a quantidade: com poucas vagas, mais difícil, mais cara será a eleição. Com poucos vereadores mais poder terá o voto de cada um.
Teremos então uma Câmara eleita com campanhas caríssimas, com os eleitos gastando fortunas – recursos vindos de doadores, para sua eleição. Se estes eleitos assim o fizerem apenas com o magnânimo desejo de ajudar o povo comprometo-me a serrar fileiras em campanha permanente e fervorosa para a beatificação de cada um – eleito e doador que assim agir.
_______________
(*) Willy Taguchi é presidente do PPS de Maringá
*/ ?>
