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“Será que eles concordam com a atitude do padre?”

A ex-catequista Izabel Felippe, da Pároquia Sagrado Coração de Jesus, de Maringá, contesta notícias de que os processos criminal e cível que ingressou contra o padre Jair Favoretto tenham sido motivados por sua vontade de voltar a exercer o cargo de cargo de coordenadora de catequese. “Não procede, primeiro porque fui eu mesma que pedi a exoneração do cargo, eu não fui afastada. Convém salientar que pedi meu afastamento por não concordar com o procedimento adotado dentro da paróquia. Uma vez que não me cabia tomar providência para mudar o que não estava de acordo, comuniquei juntamente com outros paroquianos o nosso descontamento, junto ao arcebispo dom Anuar, inclusive com a presença de ministros da paróquia, e logo após pedi meu afastamento do cargo de coordenadora”, conta ela. ” Enviei uma carta a ele de amor fraterno e a interpretou mal e em duas reuniões com os ministros e catequistas da igreja passou a fazer insinuações a meu respeito, que geraram comentários dentro de toda a comunidade, que muito me ofenderam. Mas não sou só eu que estou descontente, inclusive já existe uma outra ação de reparação de danos ajuizado por outra pessoa contra o padre Jair Favoretto.
O descontentamento da comunidade é grande e ninguém tinha coragem de tomar providências. Assim, quando me senti ofendida e lesada moralmente pelo padre, tomei as medidas legais cabíveis, que é o que todo cidadão ofendido deve fazer. Após o noticiado, recebi várias ligações de paroquianos me apoiando, porém até o momento não obtive parecer algum da Cúria, ou mesmo do arcebispo, o que me faz perguntar: será que eles concordaram com atitude do padre? Se vou receber indenização ou não não é o que menos importa, o que eu quero é que o que ele seja julgado de acordo com a justiça, para que nunca mais volte a fazer com mais ninguém o que ele fez comigo”, conclui.

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