Morre Juarez Lozove de Oliveira

Morreu nesta madrugada, no Hospital Metropolitano, em Sarandi, aos 51 anos de idade, o servidor público estadual Juarez Lozove de Oliveira. O corpo será sepultado amanhã em Paiçandu. Juarez, que foi chefe da carceragem da cadeia pública de Sarandi e completaria 52 anos no próximo dia 21, estava muito doente e sofreu infarto fulminante. Ele é pai de Marcus Henrique de Oliveira, executado em agosto do ano passado, aos 23 anos, na avenida das Torres, por dois homens que estavam de tocaia; ele levou 17 tiros no rosto. “Marquinhos Borboleta”, como era conhecido, teria sido eliminado após ter sido usado por policiais civis de Maringá em algumas das dezenas de homicídios ainda não esclarecidos. O grupo de extermínio agiria dentro da delegacia de polícia, na avenida Mandacaru, onde eram escolhidas as pessoas a serem mortas por terceiros, também envolvidos com a criminalidade.

Desde o assassinato do filho, Juarez, que andava armado por saber que estava jurado de morte, lutava para descobrir os autores. Ele e a ex-mulher fizeram um longo e detalhado depoimento ao Gaeco de Maringá relatando o envolvimento de policiais com vários assassinatos na cidade e região, a partir do envolvimento com o tráfico de drogas. Parte da quadrilha caiu com a Operação Mandacaru, que denunciou 18 pessoas, debelou a chamada “quadrilha do ferro-ferro”, que comercializava 150 quilos de drogas por mês, e resultou no afastamento de um policial civil e de um tabelião. O depoimento feito ao Gaeco, mantido em sigilo pelo Ministério Público, traria informações sobre o envolvimento de ex-colegas de Juarez com os homicídios não solucionados pela polícia maringanese.