Município consegue extinguir processo contra irmão do prefeito

O caso Aeroservice – aquele em que o ex-prefeito Ricardo Barros, ao final de seu mandato preferiu pagar uma empresa de consultoria por serviços não realizados ao invés de pagar o funcionalismo público, o que o levou a deixar o paço  municipal através de uma janela – ficará impune, se depender do município, administrado pelo irmão do réu, Silvio Barros II. Na última quinta-feira, o juiz de direito substituto Edison Macedo Filho, ao julgar apelação cível do ex-prefeito, de seus ex-assessores/ex-secretários Ademar Schiavone, Julio Cesar Pallone e Luiz Turchiari Junior e da Aeroservice Consultoria de Engenharia e Projetos S/C, conhecida financiadora de campanha dos fratelli, julgou extinto o processo sem resolução de mérito, “ante a perda superveniente do interesse da agir e do objeto recursal”: o município, autor da ação que condenou a todos às penas da improbidade administrativa e à devolução de dinheiro público em primeira instância, abriu mão e requereu a extinção da ação. O MP, que se manifestou a   favor da manutenção das penas, pode recorrer. O recurso estava no TJ-PR desde outubro de 2009. Acórdão.

O atual secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa e seus assessores foram condenados em 2008 a devolverem aos cofres públicos de Cr$ 465.788.130,00.