Nessa semana será discutido no Congresso o projeto de lei 7672/10 que muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir o direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos corporais. É o fim da tal “palmada educativa”. O Estado pretende mudar uma cultura antiga. Penso que o Estado pode até se imiscuir numa questão familiar, mas caso assuma esse papel, tem que assumir também as consequências da mudança desse comportamento. O Estado tem a obrigação de oferecer assistência às famílias que possam estar em crise a ponto de adotarem a palmada, no limite do espancamento, como prática educativa. Agressores e vítimas precisam de tratamento psicológico, serviço social, saúde, etc. Além disso, o Estado deve orientar os pais a adotarem outras práticas educativas. Caso contrário, o que fará o Estado, mais tarde, com toda uma geração educada sem limites?
Ivana Veraldo