O fim do impasse

Duplicação de trecho da BR-376
Um impasse que perdurava desde 2002 chegou ao fim na tarde de hoje, quando o DER formalizou a desapropriação de áreas que vão permitir complementar a duplicação de aproximadamente 700 metros entre Maringá e o distrito de Iguatemi. Para isso, reuniram-se no cartório de Iguatemi os proprietários dos terrenos, representantes do DER e também da concessionária responsável pela administração da malha, a Viapar. Ao todo, eram seis terrenos rurais pertencentes a 20 proprietários, um dos quais a dona de casa Roseli de Fátima Teixeira Fernandes. “A gente não via a hora dessa história terminar”, disse ela, contando que sua preocupação é com a filha, que trabalha e estuda na cidade e passa diariamente pelo local. Naquele ponto da BR-376, onde a duplicação feita em 2002 excluiu o trecho por não ter sido feita a desapropriação, já houve vários acidentes com mortes.

O superintendente regional do DER, Osmar Lopes Ferreira, informou que o governo do Estado investiu R$ 300 mil na desapropriação. “Esta é uma obra aguardada com ansiedade por quem utiliza a rodovia e também pelo DER”, disse. De acordo com o gerente de Engenharia da Viapar, Jackson Seleme, as obras serão iniciadas assim que toda a parte burocrática estiver definida – inclusive a licença ambiental do IAP – possivelmente nas próximas semanas. “O investimento a ser feito pela concessionária é estimado em R$ 2,5 milhões. O trecho deve estar concluído em seis meses”, frisou. Ainda segundo o gerente, foram quase dez anos para que o problema fosse finalmente resolvido. “A Viapar aguardava por uma solução administrativa desde 2002, quando a obra deveria ter sido feita. Somente agora com o retorno do diálogo entre governo e concessionárias, a obra sairá do papel”.

(Foto Cleber França/Flamma)