Nomeação polêmica na Sesp
Se a lei ficha limpa para nomeações de cargos comissionados estivesse em vigor no governo passado, o então governador Orlando Pessuti não poderia ter nomeado o comerciante A. V. para o cargo de agente administrativo (9-C) em setembro de 2010, pelo decreto 8.265. O projeto recentemente aprovado pelos deputados estaduais estabelece que condenados criminalmente só podem ser nomeados para cargos de confiança quatro anos depois de cumprida a pena. No caso de A.V., preso em flagrante por tráfico em 2005, fazia três anos que ele havia deixado a cadeia de Umuarama.
O governador Beto Richa voltou a nomeá-lo em janeiro deste ano (vencimentos de R$ 942,46). A. V. trabalha no IML de Umuarama, e o fato de estar num órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública, a mesma que abriga a Polícia Civil que o prendeu, causa estranheza em várias pessoas, apesar da campanha nacional pela reintegração de ex-presidiários. A Corregedoria da Polícia Civil, a Ouvidoria da Sesp e o Gaeco receberam reclamações contra sua nomeação, junto com suspeitas de envolvimento com irregularidades no minipresídio daquela cidade.
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